A frica do Sul est prestes a ouvir pela primeira vez, pelo menos oficialmente, o seu hino nacional Nkosi Sikeleli Afrika( Deus Abenoe a frica) . Depois  das prximas eleies , aps secular perodo de apartheid , ela vai precisar , mesmo, de proteo divina. 

A primeira colnia na costa sul-africana , em 1652, implantada pela Companhia Holandesa das ndias Orientais inaugurou um longo perodo de dio entre brancos e negros e de extermnio fratricida.

O enriquecimento dos brancos  custa  da espoliao dos negros alimentou esse dio , que, infelizmente, contaminou as 11 etnias negras diferentes. 

Enfim, em 1990, os lderes decidiram negociar o fim do apartheid  , certamente  no por esprito humanitrio , mas por falta de lucro nos conflitos e por presso. At os prprios banqueiros , habitualmente frios, se entusiasmam com a magnitude da negociao. 

Se milhares de corpos tombaram neste longo e cruento conflito, no  de se esperar  que a soluo venha pacfica, como num passe de mgica. Tambm  difcil supor que essas 11 etnias negras se organizem  tranqilamente num nico pas.  

Pelo menos parte dos brancos, neste perodo pr-eleitoral,  j comea a agrupar-se  em reas do Transvaal e do Estado Livre de Orange , certamente preocupada em se isolar para proteger-se. 

E do lado dos negros, principalmente os zulus , a etnia dominante, procuram recuperar o que lhes foi tomado e garantir melhor qualidade de vida. 

Certamente prevendo  as tenses criadas pelas novas expectativas, a cpula do partido promete muito na rea social. Mas o prprio secretrio-geral do partido tem suas dvidas sobre a possibilidade de satisfaz-las. 

 fcil imaginar os resultados de uma frustrao generalizada. 